O investidor que espera um 2026 tranquilo pode se decepcionar. Para Tom Lee, um dos estrategistas mais acompanhados de Wall Street, o próximo ano será marcado por emoções extremas, reunindo euforia, depressão e um rali forte, tudo comprimido em apenas 12 meses.
Segundo Lee, o mercado deve começar o ano sob pressão, com medo e instabilidade, mas terminar em alta, repetindo um padrão semelhante ao de 2025, quando as bolsas sofreram no início e reagiram com força na segunda metade.
Volatilidade no começo e teste de confiança no Fed
Na visão do estrategista, o principal fator de estresse no início de 2026 será o teste de confiança no Federal Reserve, em meio às mudanças na política monetária.
“O mercado vai testar o novo Fed, e isso explica boa parte do medo no começo do ano”, afirmou Lee em entrevista à CNBC.
Esse ambiente deve gerar quedas, oscilações bruscas e sentimento negativo, especialmente entre investidores mais sensíveis ao risco.
Cortes de juros e melhora econômica podem virar o jogo
Apesar do início difícil, Tom Lee enxerga gatilhos claros para uma virada positiva ao longo do ano.
Entre os fatores que sustentam o otimismo estão:
- Cortes de juros pelo Federal Reserve
- Normalização do impacto de tarifas comerciais
- Retomada do índice ISM acima de 50, sinalizando expansão econômica
- Crescimento dos lucros corporativos acima do esperado
Para Lee, esses elementos podem impulsionar uma reprecificação dos ativos, criando espaço para um rali relevante na segunda metade de 2026.
Energia, financeiros e small caps são os favoritos
Quando o assunto é onde investir, Tom Lee destaca que nem tudo ficará concentrado nas big techs.
Segundo ele, os setores com maior potencial de desempenho em 2026 são:
- Energia, que ficou para trás nos últimos ciclos
- Financeiras, beneficiadas por mudanças no cenário macro
- Small caps, que tendem a reagir melhor em momentos de retomada econômica
Esses segmentos, na avaliação do estrategista, podem liderar o movimento de alta quando o mercado começar a olhar além das gigantes de tecnologia.
E as “Magnificent 7”, ainda dominam?
Lee acredita que as chamadas Magnificent 7 continuarão entregando crescimento de lucros. No entanto, a dinâmica deve mudar.
Em vez de múltiplos cada vez mais esticados, essas empresas devem andar mais próximas dos resultados, enquanto outros setores passam por um processo de re-rating, reduzindo o desequilíbrio do mercado.
Esse movimento pode levar a um P/L mais baixo no mercado como um todo, mesmo com os preços subindo.
Um ano para testar o emocional do investidor
Na prática, a mensagem de Tom Lee é clara: 2026 não será um ano fácil de atravessar, mas pode ser muito recompensador para quem conseguir suportar a volatilidade inicial.
Quem vender no pânico do começo corre o risco de ficar de fora de um rali significativo no final do ano. Já quem tiver estratégia, paciência e gestão de risco pode se beneficiar de um dos movimentos mais intensos do ciclo recente.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Tom Lee acredita em queda no mercado em 2026?
Sim. Ele espera volatilidade e fraqueza no início do ano.
Por que o começo de 2026 pode ser difícil?
Por causa do teste de confiança no Federal Reserve e do medo em torno da política monetária.
O mercado pode subir mesmo com medo no início?
Segundo Lee, sim. Ele projeta um rali forte na segunda metade do ano.
Quais setores ele recomenda para 2026?
Energia, financeiras e small caps são os principais destaques.
As big techs ainda têm espaço?
Sim, mas devem crescer mais alinhadas aos lucros, enquanto outros setores ganham protagonismo.









