Ex-presidente quer manter pressão comercial e estuda alternativas legais para preservar barreiras tarifárias
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O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que sua equipe prepara um “plano B” caso a Suprema Corte derrube o pacote de tarifas que o governo norte-americano impôs sobre produtos de diversos países. A informação foi divulgada pelo G1 nesta quinta-feira (6).
De acordo com a publicação, o plano alternativo prevê a renegociação de acordos bilaterais, a criação de novos mecanismos de taxação indireta e a manutenção de barreiras comerciais já existentes por meio de decretos executivos. A estratégia busca garantir que os Estados Unidos mantenham vantagem competitiva mesmo diante de uma eventual decisão desfavorável da Suprema Corte.
Estratégia política e impacto global
Trump afirmou que continuará defendendo “os trabalhadores americanos” e que “não aceitará interferência judicial” em medidas que considera essenciais para a proteção da indústria nacional. O caso reacende o debate sobre os limites do poder executivo na política comercial americana, especialmente após o aumento das tarifas sobre importações da China, União Europeia e países latino-americanos.
Economistas avaliam que o novo pacote de medidas pode aprofundar as tensões comerciais e gerar retaliações diplomáticas, especialmente entre países exportadores de commodities. Além disso, a postura de Trump coloca em dúvida a capacidade dos EUA de manter acordos multilaterais, já que o foco tem sido reforçar relações bilaterais e medidas unilaterais de proteção econômica.
Efeitos para o Brasil e o mercado global
A escalada tarifária pode afetar diretamente exportadores brasileiros de aço, alumínio e produtos agrícolas, que já enfrentam tarifas adicionais desde a gestão anterior. Um eventual bloqueio jurídico das medidas também pode provocar volatilidade nas bolsas e no câmbio, já que o mercado global monitora com atenção a decisão da Suprema Corte e seus reflexos sobre as cadeias de produção.
O impasse reforça o ambiente de incerteza no comércio internacional e aumenta o risco de desaceleração nas trocas globais. Para analistas, qualquer mudança de postura dos EUA sobre tarifas pode alterar fluxos de investimento e pressionar os preços de energia, metais e grãos — todos altamente sensíveis à política comercial americana.









