4.9 C
Nova Iorque
24.2 C
São Paulo
domingo, novembro 30, 2025
spot_img

Trump quer usar US$ 200 bilhões em ativos russos para reconstruir a Ucrânia — e proposta deixa Europa em alerta

Siga-nos no Instagram: @brasilvest.news

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a surpreender a comunidade internacional ao sugerir a criação de um fundo bilionário para reconstruir a Ucrânia — e com um detalhe explosivo: o dinheiro viria, em grande parte, de ativos russos congelados.

Segundo o plano preliminar, a ideia é montar um esquema de investimento controlado pelos EUA, financiado por:

US$ 100 bilhões em ativos russos atualmente congelados

US$ 100 bilhões da União Europeia

E mais: 50% dos lucros desse fundo voltariam para Washington.

A proposta foi recebida com cautela — e até surpresa — pelos líderes europeus, que há anos tentam decidir o destino da fortuna russa bloqueada desde o início da guerra.

Por que a proposta de Trump mexeu com a União Europeia?

Os europeus consideram os ativos russos congelados uma peça-chave para aumentar a pressão sobre Moscou e manter o apoio financeiro à Ucrânia.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu de forma direta:

“Não vejo nenhum cenário em que os contribuintes da Europa paguem a conta sozinhos.”

A fala gerou aplausos no Parlamento Europeu e deixou claro que a UE não pretende arcar com a maioria dos custos — muito menos abrir mão de controlar os recursos.

Quanto a Europa já destinou à Ucrânia?

A União Europeia, formada por 27 países, já enviou quase US$ 197 bilhões à Ucrânia desde o início da invasão russa, quase quatro anos atrás.

E ainda há muito pela frente: segundo estimativas, Kiev precisará de US$ 153 bilhões só para cobrir o orçamento e as necessidades militares de 2026 e 2027.

Mesmo sem consenso sobre como aumentar esse apoio, há quase unanimidade dentro do bloco sobre apreender ativos russos para financiar a guerra e a reconstrução ucraniana.

Por que a ideia de Trump complica o cenário?

A proposta de Trump cria três tensões imediatas:

Geopolítica: EUA assumiriam controle do fundo, mesmo usando metade de recursos europeus.

Diplomática: a Europa teme ser vista como “sócia minoritária” em um esforço que ela já lidera há anos.

Legal: há debates intensos sobre a viabilidade jurídica de usar ativos russos confiscados.

A percepção é clara: a proposta pode deslocar a liderança europeia no apoio à Ucrânia e reposicionar os EUA no centro da reconstrução — com ganho financeiro incluído.

Como isso pressiona a Rússia?

O destino dos ativos congelados sempre foi um ponto sensível para Moscou.

A proposta de Trump adiciona:

Pressão política

Pressão econômica

Sinal de unidade entre EUA e UE (ainda que com tensões internas)

Para a Rússia, a simples discussão sobre confiscar esses valores já é vista como uma escalada.

Conclusão: proposta de Trump reacende disputas internas e aumenta a pressão sobre Moscou

O plano para reconstruir a Ucrânia usando ativos russos congelados pode significar uma reviravolta na diplomacia global — e ainda desafia a relação entre EUA e União Europeia, que já investiram quase US$ 200 bilhões no país desde 2022.

Os próximos capítulos devem envolver negociações intensas e resistência política de todos os lados.

Para acompanhar os desdobramentos desse cenário geopolítico complexo, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

O que Trump propôs exatamente?

Criar um fundo de US$ 200 bilhões para reconstruir a Ucrânia, usando metade de ativos russos congelados e metade da União Europeia — com lucros divididos.

A Europa gostou da ideia?

Não totalmente. A UE recebeu a proposta com cautela e reforçou que os europeus não devem “pagar a conta sozinhos”.

Quantos recursos a UE já enviou à Ucrânia?

Quase US$ 197 bilhões desde o início da invasão russa.

Quanto a Ucrânia ainda precisa?

Cerca de US$ 153 bilhões para cobrir orçamento e necessidades militares em 2026 e 2027.

A Rússia pode reagir ao uso de seus ativos congelados?

Sim. A possibilidade de confisco é extremamente sensível para Moscou e tende a gerar forte reação diplomática.

Os EUA controlariam o fundo?

Sim. Pelo plano preliminar, os EUA seriam os administradores e ficariam com 50% dos lucros.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.