Depois de um ano de forte valorização, o mercado brasileiro começa 2026 em modo cautela. Incertezas fiscais, cenário político interno e até os reflexos da crise na Venezuela entram no radar dos investidores. Mesmo assim, analistas seguem otimistas — mas com os pés no chão.
É nesse contexto que surge a nova lista das ações mais recomendadas para investir em janeiro, baseada nas carteiras das principais corretoras do país. E um nome aparece com força total no topo: Vale (VALE3).
A mineradora lidera o ranking ao lado de Itaú Unibanco (ITUB4), em uma seleção que privilegia papéis considerados defensivos, com fundamentos sólidos e capacidade de atravessar períodos turbulentos.
Por que a Vale (VALE3) lidera a lista de ações mais recomendadas para janeiro?
A Vale (VALE3) aparece como a ação mais citada nas carteiras recomendadas. O motivo vai além do bom desempenho recente. Após subir 34% no ano passado, a companhia segue atraente na visão dos analistas.
Segundo a Ágora Investimentos, a própria administração da Vale trabalha com preços do minério de ferro próximos de US$ 100 por tonelada no longo prazo, o que sustenta a tese de investimento. Mesmo após a forte alta, o papel ainda é visto como uma alternativa consistente para quem busca exposição a commodities com menor risco relativo.
Itaú (ITUB4) segue como porto seguro no setor financeiro?
O Itaú Unibanco (ITUB4) também divide a liderança em número de recomendações. Para o BB Investimentos, o banco se consolida como o mais rentável entre os grandes, mesmo em um cenário de crédito mais apertado.
A leitura do mercado é clara: eficiência operacional elevada, resiliência e capacidade de adaptação colocam o Itaú como uma escolha defensiva dentro do setor financeiro, especialmente em momentos de maior volatilidade.
Petrobras (PETR4) ainda vale a pena mesmo com oscilações?
A Petrobras (PETR4) segue no radar das corretoras, apesar do desempenho mais contido no curto prazo. O Banco Safra avalia que os resultados da estatal continuam robustos, com forte geração de caixa e alta capacidade de pagamento de dividendos.
Outro ponto destacado é o valuation atrativo, tanto em relação a pares internacionais quanto à própria média histórica da empresa, o que mantém o papel entre os preferidos.
Cyrela (CYRE3) pode surpreender mesmo com cenário desafiador?
No setor de construção civil, a Cyrela (CYRE3) aparece como destaque. O BTG Pactual avalia que a companhia apresentou resultados operacionais sólidos ao longo de 2025 e deve manter uma execução robusta em 2026.
Mesmo com um ambiente macroeconômico mais difícil, a expectativa é que a construtora continue ganhando participação de mercado e superando concorrentes.
Localiza (RENT3) ainda é uma boa escolha para o longo prazo?
A Localiza (RENT3) entra na lista apoiada por sua baixa alavancagem e fundamentos considerados saudáveis. Para a Terra Investimentos, a empresa demonstra resiliência financeira e múltiplos atrativos.
Apesar dos desafios de curto prazo, o mercado enxerga bom posicionamento para geração de valor no médio e longo prazo.
BTG Pactual (BPAC11) tem fôlego para continuar crescendo?
Fechando a lista, o BTG Pactual (BPAC11) chama atenção mesmo após um desempenho forte no último ano. A Ágora Investimentos projeta resultados ainda mais robustos em 2026, com retorno sobre patrimônio líquido estimado em 26,5%.
A expectativa é de um lucro líquido de R$ 19,5 bilhões, reforçando o banco como uma das principais apostas do setor financeiro.
O que essa lista revela sobre o momento do mercado?
O recado dos analistas é direto: menos euforia, mais qualidade. As ações mais recomendadas para janeiro mostram preferência por empresas consolidadas, com caixa forte, governança conhecida e capacidade de atravessar cenários adversos.
Para quem investe, isso reforça a importância de estratégia, diversificação e visão de longo prazo.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Qual é a ação mais recomendada para janeiro?
A Vale (VALE3) lidera o ranking, empatada com o Itaú (ITUB4), segundo as carteiras das principais corretoras.
Essas ações são indicadas para curto ou longo prazo?
A maioria tem perfil defensivo e fundamentos sólidos, sendo mais indicada para médio e longo prazo.
Petrobras ainda é uma boa pagadora de dividendos?
Sim. Analistas destacam a forte geração de caixa e capacidade de distribuição de dividendos da Petrobras (PETR4).
Vale ainda vale a pena após subir forte?
Mesmo após a alta, analistas veem a Vale como alternativa válida, sustentada pelos preços do minério de ferro.
O setor financeiro domina as recomendações?
Sim. Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11) aparecem como destaques do setor.
Essa lista garante retorno?
Não. Trata-se de recomendações baseadas em análises, não garantia de ganhos.









