A Vale (VALE3) voltou a dominar os holofotes do mercado financeiro após romper suas máximas históricas e engatar uma sequência impressionante de valorização. Em 2025, a mineradora acumulou alta de 48%, com sete meses consecutivos de ganhos, um movimento raro até mesmo para papéis de grande peso na Bolsa.
Somente no último mês, a ação avançou quase 12%. Na sessão mais recente, o papel fechou em R$ 75,87, após superar o antigo topo histórico em R$ 74,83 e marcar nova máxima na região de R$ 75,99. O movimento confirma uma tendência forte, mas também levanta uma dúvida inevitável: ainda dá tempo de entrar ou o risco aumentou demais?
A tendência de alta ainda está intacta?
Do ponto de vista técnico, o cenário segue claramente altista. A Vale negocia acima das principais médias móveis nos gráficos diário e semanal, todas com inclinação positiva. Isso indica que o fluxo comprador continua dominante, sustentando a trajetória de alta.
Não há, até o momento, sinais gráficos clássicos de reversão. O rompimento das máximas reforça a leitura de força estrutural do papel, abrindo espaço para novas renovações de topo caso o movimento seja sustentado.
O que os indicadores dizem sobre risco no curto prazo?
Apesar do cenário construtivo, o preço da ação está esticado. O afastamento em relação às médias móveis aumentou, e os indicadores de momentum acendem um sinal de atenção.
O IFR (14) está em 83,5 no gráfico diário e acima de 85 no semanal, níveis considerados de sobrecompra. Isso não significa queda imediata, mas eleva a probabilidade de correções técnicas ou períodos de consolidação no curto prazo.
Em outras palavras: a tendência é forte, mas o risco de entrar “atrasado” aumentou.
Onde estão os principais suportes e resistências da Vale?
No curto prazo, a região de R$ 75,99 segue como referência central. Um rompimento consistente desse patamar pode abrir caminho para alvos mais ambiciosos.
Principais resistências:
R$ 75,99, R$ 77,27, R$ 78,44, R$ 80,34, R$ 81,29 e R$ 83,45.
Principais suportes:
R$ 74,83, R$ 71,65, R$ 68,98, R$ 65,70, R$ 63,92 e R$ 61,40.
Enquanto o papel se mantiver acima das regiões de suporte e das médias móveis, o viés segue positivo.
E no médio prazo, o cenário muda?
No médio prazo, a leitura continua bastante sólida. A sequência de altas e a renovação de máximas históricas reforçam a força estrutural da tendência. O papel segue confortavelmente acima das médias mais relevantes, com fluxo comprador consistente.
O principal ponto de atenção segue sendo o nível elevado de sobrecompra, que aumenta a chance de ajustes ao longo do caminho. Ainda assim, essas correções, se ocorrerem, tendem a ser movimentos técnicos dentro de uma tendência maior de alta, e não necessariamente o início de uma reversão.
Enquanto os suportes mais importantes forem preservados, o cenário-base continua sendo de continuidade do movimento, ainda que com pausas estratégicas.
Então, é hora de comprar ou ter cautela?
A resposta depende do perfil do investidor. Para quem já está posicionado, o momento é de gestão de risco e atenção redobrada. Para quem ainda não entrou, pode fazer sentido aguardar correções técnicas antes de novas compras, evitando entradas em regiões de sobrecompra extrema.
A Vale segue forte, mas o mercado costuma cobrar seu preço quando a euforia se intensifica demais.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
A Vale (VALE3) ainda está em tendência de alta?
Sim. A tendência principal segue altista nos gráficos diário e semanal.
O que significa o IFR acima de 80?
Indica sobrecompra, aumentando a chance de correções técnicas no curto prazo.
Vale pode continuar subindo mesmo esticada?
Pode, mas o risco aumenta. O movimento tende a ficar mais volátil.
Quais são os principais suportes da Vale agora?
A região de R$ 74,83 é o suporte mais imediato, seguida por níveis mais baixos.
É melhor comprar agora ou esperar?
Investidores mais conservadores tendem a esperar correções. Os mais agressivos aceitam o risco maior.
Existe sinal de reversão no momento?
Não. Até agora, não há sinais gráficos claros de reversão de tendência.









