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quinta-feira, janeiro 8, 2026
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Venezuela à beira do caos: o que pode acontecer após a captura de Maduro

A Venezuela vive um dos momentos mais delicados de sua história recente. Dias após a captura de Nicolás Maduro e de sua esposa Cilia Flores por forças dos Estados Unidos, o país entrou em um vácuo político perigoso, com risco real de nova intervenção militar, colapso institucional e disputas internas pelo controle do poder.

Enquanto Maduro se declara inocente em um tribunal de Nova York e insiste que ainda é o presidente legítimo, o cenário dentro e fora da Venezuela aponta para dias decisivos.

O que muda com Maduro preso nos Estados Unidos?

A prisão de Maduro rompeu qualquer aparência de normalidade política. Pela primeira vez em mais de uma década, o regime chavista perdeu seu principal símbolo de comando.

Apesar disso, Maduro declarou em juízo: “Eu ainda sou o presidente do meu país”, numa tentativa clara de manter influência política e mobilizar apoiadores. A próxima audiência está marcada para 17 de março, e nem ele nem a esposa pediram liberdade provisória.

Na prática, porém, o poder interno passou para as mãos de Delcy Rodríguez, que tomou posse como presidente interina com respaldo do Supremo Tribunal do país e das Forças Armadas.

Delcy Rodríguez conseguirá manter o controle?

Delcy assumiu em um ambiente hostil e sob forte pressão externa. Embora conte com apoio militar, sua permanência depende de um fator-chave: a tolerância dos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump deixou claro que não descarta uma intervenção militar mais ampla caso o novo governo não coopere. Segundo integrantes da Casa Branca, o envolvimento americano na Venezuela é tratado como uma “operação militar em andamento”, mesmo que oficialmente seja descrito como ação policial.

Na prática, Washington usa sanções, bloqueio econômico e controle sobre o petróleo como instrumentos de pressão direta.

Os EUA têm um plano claro para a Venezuela?

Essa é uma das maiores incógnitas. Parlamentares americanos admitem que não há um roteiro detalhado para o futuro do país. O líder do Senado, John Thune, afirmou que respostas mais concretas podem surgir “nos próximos dias”, mas dentro do Congresso há dúvidas sobre a real estratégia de longo prazo.

Além disso, autoridades americanas já sinalizaram que novas acusações podem atingir outros membros do regime venezuelano, ampliando o cerco político e judicial.

Oposição tenta se reorganizar

No campo opositor, a principal liderança é María Corina Machado, que anunciou a intenção de retornar à Venezuela o mais rápido possível.

Apesar disso, Trump e membros do governo americano rejeitam a ideia de apoiá-la como presidente, alegando falta de legitimidade formal — posição que gerou críticas e aprofundou divisões dentro da oposição.

O petróleo é o centro da disputa

Nenhuma análise sobre a Venezuela é completa sem falar de petróleo. O governo americano já trata a reconstrução da indústria energética como prioridade estratégica.

Trump afirmou que empresas dos EUA poderiam reerguer a infraestrutura petrolífera venezuelana em menos de 18 meses. Paralelamente, Washington planeja interceptar navios ligados à exportação de petróleo venezuelano, inclusive enfrentando tensões diplomáticas com a Rússia, que reivindica jurisdição sobre parte dessas operações.

Risco de escalada regional preocupa

O caso venezuelano não está isolado. Trump já fez ameaças diretas a outros países da região, como Colômbia e México, além de declarações sobre a Groenlândia.

Para analistas internacionais, esse discurso aumenta o risco de instabilidade regional, com efeitos econômicos, migratórios e diplomáticos.

O que pode acontecer agora?

Os próximos passos dependem de três fatores centrais:

  • O nível de cooperação do governo interino
  • A estratégia real dos Estados Unidos
  • A capacidade de reação interna da sociedade venezuelana

Qualquer erro pode resultar em sanções mais duras, isolamento total ou até intervenção militar direta.

Para acompanhar os desdobramentos desse cenário explosivo, entender os impactos econômicos e políticos e ficar à frente dos fatos, vale seguir informado e continuar navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Maduro ainda é considerado presidente da Venezuela?

Ele afirma que sim, mas o poder interno está nas mãos de Delcy Rodríguez.

Os EUA podem intervir militarmente novamente?

Sim. Trump afirmou que a opção segue sobre a mesa se não houver cooperação.

Quem governa a Venezuela agora?

Delcy Rodríguez, como presidente interina, com apoio das Forças Armadas.

A oposição pode assumir o poder?

Ainda é incerto. Há divisões internas e falta de apoio explícito dos EUA.

O petróleo influencia essa crise?

Totalmente. O controle da indústria petrolífera é central para os EUA e para o futuro do país.

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