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A crise aérea na Venezuela ganhou um novo capítulo depois que o governo de Nicolás Maduro decidiu revogar as autorizações de operação de seis companhias internacionais — entre elas, as brasileiras Gol (GOLL54) e Latam.
A medida foi tomada após as empresas suspenderem voos para o país em resposta a um alerta de segurança emitido pela FAA, a autoridade de aviação dos Estados Unidos, que citou riscos crescentes ao sobrevoar o território venezuelano.
Quais empresas foram afetadas pela decisão?
Segundo o Instituto Nacional de Aviação Civil da Venezuela, tiveram suas licenças canceladas:
- Gol (GOLL54)
- Latam
- Iberia
- TAP
- Avianca Colombia
- Turkish Airlines
Já Air Europa e Plus Ultra interromperam voos temporariamente, mas permanecem autorizadas a operar no país.
Importante lembrar: a Latam Airlines Brasil não possui voos ativos para a Venezuela, embora faça parte do grupo afetado pela decisão.
Por que o alerta da FAA provocou a suspensão dos voos?
No sábado (22), a FAA emitiu um comunicado falando em uma “situação potencialmente perigosa” no espaço aéreo venezuelano. Os motivos:
- aumento da atividade militar na região
- interferências nos sistemas de navegação
- tensões crescentes entre EUA e Caracas
Nas últimas semanas, os Estados Unidos reforçaram sua presença no Caribe, acusando o governo Maduro de envolvimento com o tráfico de drogas — o que elevou ainda mais o clima de instabilidade.
A reação do governo venezuelano
Caracas escalou o tom.
O Instituto de Aviação Civil afirmou que as companhias que suspenderam voos estariam “aderindo a ações de terrorismo de Estado promovidas pelos EUA” ao interromper as operações de forma unilateral.
Além disso, segundo a IATA, as autoridades venezuelanas deram um prazo de 48 horas para que as aéreas retomassem os voos — sob risco de perderem definitivamente a autorização no país. No caso das seis empresas citadas, o cancelamento já se consolidou.
Quem continua voando para a Venezuela?
Apesar da crise, algumas empresas seguem operando normalmente:
- Copa Airlines
- Wingo
- Companhias venezuelanas com voos para Colômbia, Panamá e Curaçao
Conclusão: tensões geopolíticas afetam transporte aéreo e deixam incertezas no setor
O cancelamento das licenças aprofunda o isolamento aéreo da Venezuela e cria um cenário de incertezas para passageiros, empresas e investidores. A crise mescla questões de segurança, pressão diplomática e conflitos geopolíticos, sem indicação clara de quando será resolvida.
Para acompanhar os próximos movimentos das aéreas e o impacto no mercado internacional, continue navegando pelo Brasilvest.
Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que a Venezuela revogou as licenças das empresas?
Porque elas suspenderam voos após o alerta de segurança da FAA, o que Caracas classificou como adesão a “ações de terrorismo de Estado” dos EUA.
A Gol e a Latam operavam normalmente no país?
A Gol tinha operações; já a Latam Brasil não operava voos para a Venezuela no momento da decisão.
O que motivou o alerta da FAA?
Riscos no espaço aéreo devido a atividade militar crescente e interferências nos sistemas de navegação.
Alguma empresa continua operando na Venezuela?
Sim. Copa Airlines, Wingo e companhias locais seguem com voos para destinos próximos.
As empresas podem recuperar suas autorizações?
Ainda é incerto. A IATA menciona um prazo de 48 horas para retomada, mas seis empresas já tiveram a licença oficialmente cancelada.








