10.2 C
Nova Iorque
29.3 C
São Paulo
quinta-feira, janeiro 8, 2026
spot_img

Venezuela pós-Maduro: por que o petróleo não deve disparar agora, segundo analistas

A derrubada de Nicolás Maduro após um ataque dos Estados Unidos à Venezuela, no sábado (3), trouxe tensão imediata ao noticiário global. Ainda assim, analistas avaliam que os preços do petróleo não devem sofrer grandes impactos no curto prazo. O motivo principal: o risco geopolítico já estava no preço.

Embora exista a possibilidade de volatilidade pontual na reabertura dos mercados, a leitura predominante é de que não há choque novo de oferta capaz de sustentar uma alta consistente dos contratos.

Por que o petróleo não reagiu com força?

Especialistas apontam que o mercado vinha antecipando um cenário de conflito entre EUA e Venezuela há meses. Isso reduziu o efeito surpresa da operação e, consequentemente, a reação dos preços.

Além disso, o contexto global pesa contra uma alta duradoura: há excesso de oferta e a demanda segue fraca, padrão comum no primeiro trimestre. Com isso, qualquer movimento inicial tende a ser limitado.

Produção venezuelana é pequena no cenário global

Outro ponto-chave é o baixo peso atual da Venezuela na oferta mundial. Apesar de deter as maiores reservas de petróleo do planeta, o país produz muito abaixo do potencial e responde por menos de 1% do fornecimento global.

Esse argumento foi reforçado publicamente pelo presidente dos EUA, Donald Trump, ao destacar que a exploração das reservas venezuelanas sempre foi ineficiente sob o regime anterior.

O que dizem as projeções para o Brent?

Analistas ouvidos por veículos internacionais projetam oscilações modestas, na casa de US$ 1 a US$ 2 por barril, quando os futuros reabrirem. Há, inclusive, quem veja leve queda na semana seguinte ao evento, em relação ao último fechamento próximo de US$ 60,75.

Vale lembrar que os contratos futuros do petróleo caíram 18% no ano passado, a maior queda anual desde 2020, pressionados pelo aumento de oferta da OPEP+ e de outros grandes produtores.

Conflito pode até pressionar preços para baixo adiante?

Paradoxalmente, sim. Com a mudança de regime, cresce a expectativa de que, no médio e longo prazo, a Venezuela consiga reconstruir infraestrutura e elevar a produção — ainda que isso leve anos.

Se esse cenário se materializar, a entrada gradual de mais petróleo venezuelano no mercado tende a ampliar a oferta e pressionar preços, sobretudo em um ambiente já marcado por excedentes projetados para 2026.

O papel da OPEP+ e o que vem pela frente

Até agora, OPEP+ não discutiu ajustes específicos relacionados à Venezuela. Delegados consideram prematuro reagir, dado que a normalização da produção do país não é imediata.

Analistas e traders reforçam que a recuperação total pode levar anos, exigindo investimentos pesados e estabilidade política — fatores que ainda estão em aberto.

Resumo do cenário

No curto prazo, o petróleo tende a reagir pouco ao evento. No médio prazo, a variável decisiva será se e quando a Venezuela conseguirá voltar a produzir em escala relevante. Até lá, o mercado segue mais atento à oferta global e à demanda fraca do que à geopolítica pontual.

Para acompanhar os desdobramentos no mercado de energia e seus impactos nos investimentos, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

A derrubada de Maduro vai fazer o petróleo disparar?

A maioria dos analistas diz que não, porque o risco já estava precificado.

Pode haver alta no curtíssimo prazo?

Sim, mas limitada, na casa de US$ 1 a US$ 2 por barril.

A Venezuela pesa muito na oferta global?

Não. Hoje responde por menos de 1% do fornecimento mundial.

O petróleo pode cair no médio prazo?

Pode, se a Venezuela aumentar a produção após a mudança de regime.

A OPEP+ vai reagir agora?

Por enquanto, não. O grupo considera cedo para ajustes.

spot_img

Artigos Relacionados

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Fique Conectado
20,145FãsCurtir
51,215SeguidoresSeguir
23,456InscritosInscrever
Publicidadespot_img

Veja também

Brasilvest
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.