Performance ‘The ResistDance’ emociona e protesta contra violência de agentes de imigração nos EUA
Um grupo de 22 dançarinos e artistas da Broadway realizou uma apresentação emocionante no Kennedy Center, em Washington D.C., em homenagem a Renee Good e Alex Pretti. As vítimas foram mortas por agentes de imigração em janeiro, em Minnesota, um ato que gerou grande comoção.
A performance, intitulada “The ResistDance” (A Dança da Resistência), foi organizada pelo coletivo “First Amendment Troop” (Tropa da Primeira Emenda). O grupo utilizou a arte da dança para expressar sua indignação e solidariedade às famílias das vítimas, em um momento de tensão social e política nos Estados Unidos.
A apresentação, que reuniu talentos reconhecidos do circuito teatral nova-iorquino, buscou dar voz aos que foram silenciados e destacar a importância da memória e da luta por justiça. Conforme divulgado, o evento aconteceu em um local simbólico, o Kennedy Center, recentemente renomeado por Donald Trump com seu próprio nome, adicionando uma camada de contexto político à manifestação artística.
A Tragédia de Renee Good e Alex Pretti
Renee Nicole Good, mãe de três filhos e cidadã americana de 37 anos, foi morta em 7 de janeiro por um agente do ICE (Immigration and Customs Enforcement). O incidente ocorreu em Minneapolis, durante uma operação contra imigrantes. Renee foi baleada dentro de seu próprio carro, e a cena foi capturada em vídeo tanto pelo agente quanto por testemunhas presentes.
Alex Jeffrey Pretti, também de 37 anos, teve um fim trágico no dia 2 de janeiro, em Minneapolis. Ele foi morto a tiros por agentes da Patrulha da Fronteira. O confronto aconteceu durante uma grande manifestação contra as políticas de imigração do governo Trump. Relatos indicam que os oficiais o imobilizaram após ele ter uma arma em sua cintura, mas abriram fogo repetidamente, disparando mais de dez vezes após confiscar o objeto.
Um Enfermeiro Dedicado
Alex Pretti era um profissional de saúde dedicado, atuando como enfermeiro de terapia intensiva em um hospital para veteranos. Sua morte chocou colegas e pacientes, que o descreviam como um profissional competente e atencioso. A perda de Alex, assim como a de Renee, ressalta as consequências trágicas de ações violentas durante operações de imigração.
A Arte como Forma de Protesto e Memória
A performance “The ResistDance” se insere em um contexto mais amplo de protestos artísticos e sociais nos Estados Unidos. O grupo “First Amendment Troop” utiliza sua arte para dar visibilidade a questões importantes e para honrar a memória daqueles que foram vítimas de violência estatal. A escolha do Kennedy Center como palco amplifica a mensagem, transformando o espaço em um local de reflexão sobre direitos civis e justiça.
O Impacto da Performance
A apresentação no Kennedy Center não apenas homenageou Renee Good e Alex Pretti, mas também serviu como um poderoso lembrete das tensões existentes em torno das políticas de imigração e da atuação das agências de aplicação da lei. A dança, em sua linguagem universal, buscou tocar corações e mentes, incentivando o debate e a busca por soluções mais humanas e justas.
Perguntas frequentes
O que foi a performance “The ResistDance”?
A “The ResistDance” foi uma apresentação de dança realizada por 22 artistas da Broadway no Kennedy Center, em homenagem a Renee Good e Alex Pretti, mortos por agentes de imigração nos EUA.
Quem foram Renee Good e Alex Pretti?
Renee Good e Alex Pretti foram duas pessoas mortas por agentes de imigração em Minnesota, em janeiro. Renee era cidadã americana e mãe de três filhos, e Alex era enfermeiro de terapia intensiva.
Quem organizou a apresentação em homenagem às vítimas?
A performance foi organizada pelo grupo “First Amendment Troop”, composto por dançarinos e artistas da Broadway.
Onde ocorreu a performance “The ResistDance”?
A apresentação aconteceu no Kennedy Center, em Washington D.C.
Qual o objetivo da “First Amendment Troop” com essa performance?
O objetivo foi homenagear Renee Good e Alex Pretti, expressar indignação contra a violência de agentes de imigração e promover a reflexão sobre justiça e direitos civis.









