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quinta-feira, janeiro 8, 2026
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Warner deve dizer “não” outra vez à Paramount e trava disputa bilionária em Hollywood

A novela corporativa entre Warner Bros. e Paramount está longe do fim. Tudo indica que o conselho da Warner deve rejeitar novamente a mais recente proposta de aquisição feita pela rival, mesmo após ajustes nos termos financeiros. A decisão final ainda não foi tomada, mas a sinalização interna é clara: o valor oferecido continua insuficiente.

Segundo pessoas próximas às discussões, o conselho da Warner deve se reunir na próxima semana para analisar formalmente a nova investida. A expectativa, porém, é de manutenção da postura dura, já que a Paramount não elevou de forma relevante o preço por ação — ponto considerado decisivo nas conversas.

Por que a Warner segue resistente à proposta da Paramount

O principal entrave está no valor da oferta. A Paramount tornou pública, no início de dezembro, uma proposta de US$ 30 por ação em dinheiro, mas a Warner já havia considerado esse montante inferior ao acordo fechado anteriormente com a Netflix, focado nos negócios de estúdio e streaming.

Mesmo após duas revisões na proposta, o conselho da Warner avalia que os ajustes não resolvem os riscos centrais do negócio. Entre eles, está a preocupação com o nível de endividamento da Paramount e com a falta de garantias claras sobre obrigações futuras da Warner.

Outro ponto sensível envolve a multa contratual que a Warner teria de pagar à Netflix caso desistisse do acordo já firmado. Até agora, a Paramount não assegurou que cobriria esse custo integralmente, o que pesa negativamente na análise.

A estratégia agressiva da Paramount para ganhar escala

Desde que passou a ser controlada pelo bilionário Larry Ellison e por seu filho David Ellison, a Paramount adotou uma postura ofensiva no mercado. A empresa vem fazendo campanha pública para convencer acionistas de que sua proposta criaria um novo gigante do entretenimento, com mais escala no streaming e maior força em Hollywood.

Na tentativa mais recente de destravar o negócio, Larry Ellison ofereceu uma garantia pessoal de US$ 40,4 bilhões em financiamento de capital, além de outros compromissos financeiros. Ainda assim, para a Warner, isso não substitui uma oferta mais alta na mesa.

Nos bastidores, acionistas da Warner também pressionam. Muitos avaliam que, diante da relevância dos ativos — como HBO, CNN e o estúdio Warner —, qualquer mudança de rota só faria sentido com um prêmio significativamente maior.

Netflix segue sendo o parâmetro na disputa

A comparação com a Netflix é inevitável. A empresa, hoje considerada a mais valiosa de Hollywood, tem valor de mercado superior a US$ 400 bilhões e ofereceu à Warner um acordo visto como mais seguro, previsível e alinhado ao futuro do streaming.

A Warner sustenta, em documentos públicos, que a proposta da Netflix é superior não apenas financeiramente, mas também do ponto de vista operacional, já que reduz riscos de interferência externa e não impõe restrições adicionais à gestão da dívida.

Com isso, a Paramount se vê diante de um dilema: aumentar significativamente a oferta ou aceitar mais uma rejeição pública, o que pode enfraquecer sua ofensiva no mercado.

Para quem acompanha os bastidores do poder corporativo e das grandes disputas financeiras globais, essa história ainda promete novos capítulos. Para seguir entendendo o que realmente importa por trás desses movimentos bilionários, continue navegando pelo Brasilvest.

Perguntas Frequentes (FAQs)

Por que a Warner deve rejeitar a nova oferta da Paramount?

Porque o conselho considera o valor financeiro inferior ao acordo já firmado com a Netflix e vê riscos elevados no negócio.

Qual foi o valor oferecido pela Paramount?

A proposta pública foi de US$ 30 por ação em dinheiro, com ajustes posteriores nos termos, mas sem aumento relevante no preço.

Quem controla atualmente a Paramount?

A empresa é controlada pelo bilionário Larry Ellison e por seu filho, David Ellison.

Qual o principal risco apontado pela Warner?

O alto endividamento da Paramount e a falta de garantias sobre multas e gestão da dívida da Warner.

O acordo com a Netflix ainda está de pé?

Sim. A Warner segue defendendo que a proposta da Netflix é mais vantajosa e segura.

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