O mercado de criptomoedas até amadureceu, mas não para todo mundo. Em 2025, quem operou XRP e Solana sentiu na pele uma montanha-russa muito mais agressiva do que aquela vivida pelos investidores de Bitcoin. A promessa de estabilidade fora do BTC simplesmente não se confirmou — e os números explicam exatamente o porquê.
Enquanto o Bitcoin ganhou fôlego institucional e reduziu suas oscilações, algumas das maiores altcoins do mercado seguiram o caminho oposto, com volatilidade extrema, decisões impulsivas e risco elevado para quem não estava preparado.
Por que XRP e Solana foram muito mais voláteis que o Bitcoin em 2025
Negociar XRP e Solana (SOL) em 2025 foi praticamente o dobro de turbulento quando comparado ao Bitcoin (BTC). Dados de volatilidade anual mostram que a Solana atingiu cerca de 87%, enquanto o XRP chegou a 80%. Já o Bitcoin manteve um patamar muito mais controlado, próximo de 43%.
Outras criptos relevantes também oscilaram bastante. O Ether (ETH) ficou perto de 77%, enquanto a BNB registrou algo em torno de 55%. Ainda assim, nenhuma conseguiu repetir o comportamento mais previsível do BTC ao longo do ano.
Essa diferença não é coincidência. Historicamente, as altcoins sempre foram mais instáveis, mas em 2025 o contraste ficou ainda mais evidente. O mercado até esperava um certo amadurecimento dessas moedas, principalmente após a chegada de ETFs e produtos institucionais. Porém, isso não foi suficiente.
A principal explicação está na liquidez. ETFs ligados a altcoins ainda não atraíram capital profundo o bastante para suavizar os movimentos de preço. Sem grandes volumes constantes, qualquer entrada ou saída relevante gera oscilações bruscas, aumentando o risco no curto prazo.
No caso do Bitcoin, o cenário é outro. Desde o lançamento dos ETFs à vista em 2024, o ativo passou a receber um fluxo massivo de dinheiro institucional. Só esses produtos já somam mais de US$ 56 bilhões em entradas líquidas, criando uma base sólida de negociação e reduzindo a volatilidade ao longo do tempo.
O mesmo movimento, em menor escala, começou a acontecer com o Ether, que acumulou cerca de US$ 12,4 bilhões desde a estreia de seus ETFs. Esse capital ajudou a trazer mais previsibilidade, ainda que o ETH siga bem mais instável que o BTC.
Já os ETFs de XRP e Solana ainda estão em fase inicial. Os fundos de XRP ultrapassaram US$ 1 bilhão, enquanto os de Solana somam cerca de US$ 763 milhões. São números relevantes, mas insuficientes para mudar o comportamento dos preços de forma consistente.
Se a demanda institucional continuar crescendo nos próximos anos, a tendência é que essas criptos também passem por um processo gradual de estabilização. Até lá, o recado é claro: altcoins seguem sendo território de risco elevado, especialmente para quem busca previsibilidade.
Na prática, 2025 deixou uma lição importante. O mercado até evoluiu, mas a maturidade ainda está concentrada no Bitcoin. Para o investidor, entender essa diferença é essencial antes de montar qualquer estratégia.
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Perguntas Frequentes (FAQs)
Por que o Bitcoin foi menos volátil que XRP e Solana em 2025?
Porque o BTC recebeu forte demanda institucional via ETFs, o que aumentou a liquidez e reduziu oscilações bruscas de preço.
XRP e Solana são investimentos mais arriscados que o Bitcoin?
Sim. Em 2025, ambas apresentaram volatilidade quase duas vezes maior, o que eleva o risco no curto prazo.
Os ETFs de altcoins ajudam a reduzir a volatilidade?
Ajudam, mas ainda não o suficiente. Eles precisam atrair muito mais capital para gerar estabilidade semelhante à do Bitcoin.
A volatilidade das altcoins pode cair nos próximos anos?
Pode cair se a demanda institucional crescer de forma consistente, como aconteceu com o Bitcoin.
Vale a pena investir em altcoins mesmo com alta volatilidade?
Depende do perfil do investidor. Quem busca ganhos rápidos aceita mais risco; quem prioriza estabilidade tende a preferir o BTC.









