Polícia desmascara assassino brasileiro foragido no Paraguai há décadas: A impressionante caçada a Marcos Panissa
Marcos Campinha Panissa, um homem condenado por um crime brutal no Brasil, viveu por mais de 20 anos no Paraguai sob uma nova identidade. Ele construiu uma família e negócios, mas sua vida dupla chegou ao fim com uma operação policial que o capturou em San Lorenzo, a cerca de 15 quilômetros de Assunção.
A prisão ocorreu 37 anos após o crime, quando Panissa foi abordado por agentes da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai (Senad). A reação de espanto ao ouvir seu nome verdadeiro, Marcos, revelou a surpresa de quem não o ouvia há muito tempo e se via pego de surpresa.
Panissa estava foragido há mais de 30 anos, condenado por assassinar sua ex-mulher, Fernanda Estruzani, com 72 facadas em 1989, em Londrina, Paraná. O caso, tratado como homicídio na época, chocou o Brasil e marcou o início de uma longa saga de fuga e perseguição, conforme informações divulgadas pela Senad e pela Polícia Federal.
O Crime Brutal e a Fuga Inicial
Fernanda Estruzani, com apenas 21 anos, foi morta em agosto de 1989. Marcos Panissa, então com 23 anos, não aceitava o fim do relacionamento. Ele invadiu o apartamento da ex-mulher, onde a atacou violentamente com 72 facadas, um ato de extrema crueldade que chocou a sociedade.
Após o crime, Panissa confessou, mas conseguiu liberdade provisória. Ele passou por dois júris, mas antes do terceiro, em 1995, desapareceu, entrando para a lista de procurados internacionais da Interpol. Seu nome constava como um dos alertas vermelhos mais antigos da Polícia Federal.
Em 2008, com a mudança na legislação que permitiu julgamentos à revelia, Marcos Panissa foi condenado a 19 anos de prisão. No entanto, a pena nunca foi cumprida devido à sua condição de foragido, que se estendeu até sua prisão recente.
A Vida Oculta no Paraguai
Investigadores acreditam que Marcos Panissa fugiu para o Paraguai após um período em São Paulo. Ele adotou a identidade de José Carlos Vieira, casou-se, teve uma filha e estabeleceu negócios, incluindo uma loja de materiais agrícolas. Sua vida no país vizinho era discreta, sem levantar suspeitas.
Para os vizinhos e amigos, ele era apenas um comerciante. O ministro da Senad, Jalil Rachid, relatou que Panissa circulava livremente, possuía bens e levava uma vida normal, sem imaginar que ele era um foragido da justiça brasileira.
A família paraguaia de Panissa, incluindo sua esposa e filha, ficou chocada ao descobrir sua verdadeira identidade e seu passado criminoso. Elas não tinham conhecimento de seus crimes anteriores, acreditando que ele era José Carlos Vieira, um homem que construiu uma nova vida no Paraguai.
Operação Conjunta Resulta na Captura
A prisão de Marcos Panissa foi o resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Federal do Brasil, o Ministério Público do Paraná e a Senad do Paraguai. Informações recebidas pela PF no ano passado indicaram que o foragido estaria no Paraguai, levando à colaboração com as autoridades paraguaias.
A Senad iniciou um monitoramento e, através de inteligência compartilhada, conseguiu identificar o nome falso utilizado por Panissa. A operação, batizada de “Memento Mei”, em alusão às vítimas de feminicídio, culminou na sua captura enquanto fazia compras em San Lorenzo.
Após a detenção, procedimentos de expulsão foram iniciados. Panissa foi entregue à Polícia Federal na Ponte Internacional da Amizade, onde o mandado de prisão foi cumprido. Para o Ministério Público, a prisão representa a confirmação de que a busca por justiça nunca cessou, honrando a memória das vítimas.
A Luta pela Justiça Continua
A defesa de Marcos Panissa informou que buscará a revisão de sua pena, visando a redução para nove anos, conforme decidido em um dos júris anteriores. Apesar de o crime ser considerado pavoroso, a defesa alega que a legalidade do processo deve ser mantida.
O caso de Marcos Panissa é um lembrete da persistência das forças de segurança na busca por criminosos foragidos, mesmo após décadas. A captura reforça a ideia de que a justiça, embora tardia, pode ser alcançada, honrando o compromisso com as vítimas e com a sociedade.
Perguntas frequentes
Quem foi Marcos Panissa?
Marcos Panissa foi um brasileiro condenado por assassinar sua ex-mulher, Fernanda Estruzani, com 72 facadas em 1989. Ele fugiu para o Paraguai, onde viveu por décadas sob uma identidade falsa.
Por quanto tempo Marcos Panissa esteve foragido?
Marcos Panissa esteve foragido por 37 anos após o crime, vivendo no Paraguai sob o nome de José Carlos Vieira.
Como a polícia desmascarou Marcos Panissa?
A prisão foi resultado de um trabalho de inteligência conjunto entre a Polícia Federal brasileira e a Senad paraguaia, que identificou sua identidade falsa após receber informações de que ele estaria no Paraguai.
Qual a pena de Marcos Panissa?
Ele foi condenado à revelia a 19 anos de prisão em 2008. A defesa busca reduzir a pena para nove anos, conforme uma decisão anterior.
O que aconteceu com Marcos Panissa após a prisão no Paraguai?
Ele foi expulso do Paraguai por questões migratórias e entregue à Polícia Federal brasileira, onde o mandado de prisão foi cumprido.









