Irã utilizou satélite espião chinês para ataques contra bases dos EUA no Oriente Médio
O Irã teria empregado um satélite espião de origem chinesa para direcionar ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio, conforme revelado pelo jornal britânico Financial Times. A aquisição do satélite TEE-01B em 2024, através de um acordo secreto, teria sido fundamental para que Teerã mapeasse e atingisse alvos americanos durante o recente conflito.
Segundo a reportagem, que cita vazamento de documentos militares iranianos, o satélite foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co. A Força Aeroespacial da Guarda Revolucionária iraniana teria adquirido o equipamento após seu lançamento em órbita pela China, permitindo o monitoramento detalhado das instalações militares dos EUA na região.
As bases americanas no Oriente Médio foram alvo de uma série de ataques retaliatórios iranianos desde o final de fevereiro, envolvendo centenas de mísseis e drones. O Financial Times aponta que as imagens capturadas pelo satélite chinês em março, antes e depois desses ataques, foram essenciais para a precisão das ofensivas. O governo de Donald Trump ainda não se pronunciou oficialmente sobre as revelações.
Satélite TEE-01B: Uma Ferramenta Estratégica para o Irã
O satélite TEE-01B, adquirido em um acordo secreto em 2024, tornou-se uma peça chave na estratégia militar iraniana. Comandantes iranianos teriam utilizado o equipamento para monitorar de perto as bases americanas, obtendo listas de coordenadas, imagens de satélite e análises orbitais. Essas informações foram cruciais para o planejamento e execução dos ataques.
Entre os locais monitorados, o Financial Times destaca a Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita. Imagens capturadas pelo satélite chinês nos dias 13, 14 e 15 de março mostram a instalação. No dia 14 de março, o presidente dos EUA, Donald Trump, confirmou que aeronaves americanas estacionadas na base haviam sido atingidas, corroborando a eficácia do monitoramento iraniano.
Acordo Secreto e Acesso a Infraestrutura Chinesa
Parte do acordo entre o Irã e a China para a aquisição do satélite espião incluía o acesso da Guarda Revolucionária iraniana a estações terrestres comerciais. Essas estações são operadas pela Emposat, uma provedora de controle e dados de satélite sediada em Pequim, com uma rede que abrange diversas regiões do globo.
A relação entre a China e o Irã tem sido marcada por alianças estratégicas, com Pequim sendo um dos principais aliados do regime iraniano, assim como a Rússia. O governo Trump já havia alertado sobre possíveis sanções e tarifas adicionais caso a China fornecesse ajuda militar ou sistemas de defesa aérea ao Irã, uma ameaça que Pequim prometeu responder com medidas próprias.
Reação Chinesa e Silêncio Americano
Diante das revelações, a embaixada da China em Washington declarou ao Financial Times que o país se opõe firmemente à disseminação de desinformação especulativa e insinuante contra a China. A declaração chinesa busca refutar as alegações e evitar um escalonamento das tensões diplomáticas.
Até o momento, o governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, não emitiu um comunicado oficial sobre o uso do satélite espião chinês pelo Irã. No entanto, Trump já havia sinalizado descontentamento com o possível apoio militar chinês ao Irã, indicando um cenário de futuras tensões entre as duas potências globais.
Perguntas frequentes
O que o Irã usou para atacar bases militares dos EUA?
O Irã utilizou um satélite espião chinês, o TEE-01B, comprado em 2024, para obter informações e direcionar ataques contra bases militares dos Estados Unidos no Oriente Médio.
Quem construiu o satélite espião utilizado pelo Irã?
O satélite TEE-01B foi construído e lançado pela empresa chinesa Earth Eye Co.
Quando o Irã adquiriu o satélite chinês?
O Irã adquiriu o satélite TEE-01B em um acordo secreto realizado em 2024.
Quais bases militares dos EUA foram alvo de monitoramento?
O satélite capturou imagens da Base Aérea Prince Sultan, na Arábia Saudita, entre os dias 13 e 15 de março.
Qual foi a reação oficial da China às alegações?
A embaixada da China em Washington declarou ao Financial Times que o país se opõe à disseminação de desinformação especulativa contra a China.









